Dom Francisco Cota de Oliveira foi nomeado bispo da Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano. A decisão do Papa Leão XIV foi divulgada em 13 de outubro de 2026, segundo as informações da publicação de referência.
A diocese estava sem bispo desde março de 2026, quando Dom Marco Aurélio Gubiotti foi nomeado arcebispo de Juiz de Fora. Dom Francisco ocupava, até então, a Diocese de Sete Lagoas.
Com 57 anos, o religioso nasceu em Onça do Pitangui, no centro-oeste de Minas Gerais. A nomeação o leva à diocese que reúne Itabira e Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma saudação ao novo bispo. Há uma divergência na referência sobre a posição dele na sucessão: o texto o identifica como sexto bispo da diocese, enquanto a mensagem da CNBB o chama de sétimo.
Nomeação para Itabira–Coronel Fabriciano e saudação da CNBB
Na saudação ao novo bispo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desejou que a nova etapa do ministério episcopal de Dom Francisco Cota de Oliveira fosse marcada por graças e pelo anúncio do Evangelho. A mensagem também expressou votos de proximidade com o povo do Leste de Minas.
O texto relacionou a missão na diocese à reafirmação do “sim” de Dom Francisco, em referência a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Diocese de Sete Lagoas. A CNBB pediu que o ministério do religioso atraia e converta os fiéis para o Reino de Deus.
A saudação foi assinada por Dom Jaime Cardeal Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB; Dom João Justino de Medeiros da Silva, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente; e Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife e segundo vice-presidente. Também assina o documento Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília e secretário-geral da Conferência.
Formação e trajetória episcopal de Dom Francisco
Dom Francisco cursou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) entre 1992 e 1994 e Teologia no Instituto Dom João Rezende Costa, de 1995 a 1998. Durante a formação teológica, lecionou Filosofia e Sociologia em uma escola estadual de Azurita, município de Mateus Leme.
Os estágios pastorais incluíram a Paróquia São Joaquim, em São Joaquim de Bicas, a Pastoral Vocacional Diocesana e a comunidade São José de Serra Azul, em Mateus Leme. Ele também atuou em estágio na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Itaúna.
A ordenação sacerdotal ocorreu em 1º de agosto de 1999, pela imposição das mãos de Dom José Belvino do Nascimento, então bispo emérito de Divinópolis. Ao longo dos 18 anos de sacerdócio mencionados na biografia, Dom Francisco trabalhou em três paróquias da Diocese de Divinópolis e exerceu funções em pastorais, movimentos e órgãos diocesanos.
Entre suas atividades, foi coordenador diocesano da Pastoral da Juventude, professor de Iniciação doutrinária no Seminário Propedêutico e de Iniciação à Lógica no curso de Filosofia da Diocese. Também atuou como Promotor de Justiça na Causa pela Beatificação do Servo de Deus Padre Libério, assessor do Movimento de Cursilhos de Cristandade, diretor espiritual diocesano do ECC 3ª Etapa, vigário forâneo por três mandatos e ecônomo adjunto. Em 7 de junho de 2017, foi nomeado bispo titular de Fiorentino e auxiliar de Curitiba; recebeu a ordenação episcopal em 26 de agosto daquele ano e, em 10 de junho de 2020, foi nomeado bispo de Sete Lagoas pelo Papa Francisco. Dom Francisco integra a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da CNBB.


