CNM elege membros que vão compor o Comitê Gestor do IBS

O Que é o Comitê Gestor do IBS?

O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) é uma estrutura responsável pela administração e regulamentação da arrecadação desse novo tributo, destinado a substituir os atuais ISS e ICMS. Criado para facilitar o processo tributário, ele surge como uma resposta às demandas por um sistema mais eficiente e menos complexo para os municípios e os estados.

A Importância da CNM na Representação Municipal

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) desempenha um papel central na representação dos interesses municipais no Comitê Gestor do IBS. Graças à sua deliberação, foram escolhidos 14 representantes que irão se juntar a 13 membros selecionados pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), contribuindo para a diversidade de vozes e experiências no comitê.

Como será a Escolha dos Membros

A seleção dos membros do Comitê Gestor é feita por votação nas assembleias realizadas pelas entidades competentes. A CNM, durante sua assembleia-geral, definiu os nomes que vão participar desse importante grupo, reafirmando sua missão de defender os interesses dos municípios na arena tributária nacional.

Comitê Gestor do IBS

Impacto da Lei Complementar nº 227, de 2026

A sanção da Lei Complementar nº 227, de 2026, foi um marco importante na criação do Comitê Gestor do IBS. Essa legislação não apenas formalizou a estrutura do comitê, mas também garantiu a representação equitativa dos municípios no sistema tributário, permitindo que as vozes locais sejam ouvidas nas decisões que impactam suas finanças.

A Função do Comitê na Arrecadação de Impostos

O Comitê Gestor do IBS terá como uma de suas funções principais a administração da arrecadação do novo imposto. Isso inclui a definição de normas, procedimentos e critérios que assegurem uma coleta efetiva e justa, beneficiando diretamente aos municípios e estados, ao garantir um fluxo financeiro mais estável e previsível.

Representação das Cidades no Conselho Superior

No contexto do Conselho Superior, os municípios estão representados de forma paritária com os estados, totalizando 27 assentos. Dentro desta estrutura, 13 cadeiras são preenchidas por cidades de maior população, enquanto as 14 restantes são destinadas a outras localidades, representadas pela CNM. Essa composição visa garantir uma participação equilibrada nas discussões sobre a política tributária do país.



Nomes dos Membros Eleitos e Suas Cidades

Os membros que foram eleitos pela CNM incluem:

  • Guilherme Boeing Ouriques – Brusque (SC)
  • Micael Meurer – Caxias do Sul (RS)
  • Wander Marcondes Moreira Ulhoa – Coronel Fabriciano (MG)
  • Valeria Messias de Oliveira – Cruzeiro do Sul (AC)
  • Cesar Antônio Dos Santos Barbosa – Jaboatão dos Guararapes (PE)
  • Márcia Carvalho da Silva – Jequié (BA)
  • Fernando Bade Sul – Joinville (SC)
  • Eder Alexandre Pires – Londrina (PR)
  • Meryclis d’ Medeiros Batista Rangel – Patos (PB)
  • Afonso Reis Duarte – Porto Ferreira (SP)
  • Enio Freitas de Sene – Rio Verde (GO)
  • Maria Josilene Lira Pinto – Santarém (PA)
  • José Henrique Geraldes Mariani – São José do Rio Preto (SP)
  • Ivete Mallmann Franke – Sinop (MT)

Direitos dos Municípios na Gestão Tributária

Os municípios, através de sua representação no Comitê Gestor, têm o direito de intervir na definição de normas que regem o IBS e outros aspectos da gestão tributária. Esse espaço é inédito, permitindo que as localidades tenham um canal direto para discutir e influenciar as políticas que afetam suas finanças e o desenvolvimento local.

O Papel da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos

A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) também desempenha uma parte vital neste processo ao indicar 13 membros para o comitê. Essa frente é responsável por representar as opiniões e necessidades das cidades mais populosas, que enfrentam desafios únicos e exigem uma atenção especial nas políticas públicas e fiscais.

Perspectivas Futuras do Comitê Gestor do IBS

Com a formação do Comitê Gestor do IBS, espera-se uma nova era de colaboração entre estados e municípios na elaboração de normas tributárias. As perspectivas incluem não apenas um aumento na eficiência da arrecadação, mas também uma maior inclusão das vozes locais nas discussões. Tal mudança poderá levar a um sistema tributário mais justo e equilibrado, beneficiando as populações de todos os municípios brasileiros.



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