Crescimento da inadimplência em Ipatinga
Os dados do Serasa, divulgados recentemente, indicam um aumento significativo na inadimplência em Ipatinga ao longo de 2025 e nos primeiros meses de 2026. O número de pessoas inadimplentes na cidade saltou de 92.075 em janeiro de 2025 para 107.480 em agosto de 2026. Este crescimento de aproximadamente 16,7% coincide com um aumento acentuado no valor total das dívidas, que subiu de R$ 498,5 milhões para R$ 710 milhões no mesmo período, representando uma elevação de 42,4%. Além disso, o número total de dívidas cresceu de 343.923 para 442.449, um aumento de 28,6%.
O ticket médio por inadimplente também apresentou um incremento considerável, passando de R$ 5.414,64 para R$ 6.605,90, enquanto o valor médio por dívida subiu de R$ 1.449,61 para R$ 1.604,71. Esses dados revelam que a inadimplência em Ipatinga é um problema crescente, afetando cada vez mais a população local e refletindo um cenário preocupante para a economia do município.
Dados de Coronel Fabriciano
Em Coronel Fabriciano, o cenário da inadimplência também é alarmante. Os números disponíveis até março de 2026 mostram um aumento no número de inadimplentes de 40.363 em janeiro de 2025 para 43.504, uma variação de 7,8%. Da mesma forma, a quantidade de dívidas no município cresceu de 149.363 para 172.011, o que representa um aumento de 15,2%. O valor total dos débitos também sofreu um incremento significativo, passando de R$ 212,3 milhões para R$ 275,1 milhões, totalizando um crescimento de aproximadamente 29,5%.

O ticket médio por inadimplente em Coronel Fabriciano foi de R$ 5.260,46 para R$ 6.322,75, e o valor médio por dívida aumentou de R$ 1.421,56 para R$ 1.599,11. Esses dados indicam que os moradores de Coronel Fabriciano também estão enfrentando dificuldades financeiras crescentes, o que pode levar a um impacto negativo na economia local.
Perfil do inadimplente e sua evolução
O estudo do Serasa revela que o perfil dos inadimplentes tem se transformado significativamente ao longo dos últimos anos. Até 2016, os consumidores acima de 60 anos representavam apenas 12,23% do total de inadimplentes. Entretanto, essa realidade mudou drasticamente em uma década: o grupo etário mais velho agora ocupa uma posição mais expressiva, enquanto a participação dos jovens de 18 a 25 anos diminuiu em 4 pontos percentuais.
Além disso, as mulheres passaram a ser a maioria entre os inadimplentes. Se em 2016 elas representavam 49,8% do total, hoje essa porcentagem aumentou para 50,5%. Essas mudanças no perfil dos inadimplentes em todo o Brasil demonstram um fenômeno pelo qual a inadimplência afeta diferentes faixas etárias e gêneros de maneiras distintas, refletindo as complexidades da economia moderna e a necessidade urgente de soluções financeiras adequadas para a população.


